Acusados de estarem envolvidos no 'Caso Naiara' vão a júri popular em RO

2/03/2016 às 04h03

 

Três acusados de matar a estudante Naira Karine, morta em janeiro de 2013 a facadas após ser estuprada, serão julgados em júri popular até o dia 31 de março, em Porto Velho. De acordo com o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ/RO), entre os dias 7 e 31 de março haverá mais 14 júris em Porto Velho. 

Os réus Richardson Bruno Mamede das Chagas, Francisco da Silva Plácido e Wagner Strogulski de Souza serão julgados este mês no 1º Tribunal do Júri de  Porto Velho, localizado no Fórum Criminal, na Praça Marechal Rondon, Centro a partir das 8h30.

Os crimes em julgamento são homicídios consumados e tentativas, alguns dos crimes com terão mais de um réu. Após defesa e acusação exporem seus argumentos, o júri decidirá pela culpa ou inocência do réu. Os componentes do júri, sete ao todo, serão sorteados antes do julgamento.

 

Relembre o caso

Naiara Karine morreuapós ser estuprada e receber vários golpes de faca na estrada conhecida como Linha 15 de Novembro, zona rural da capital. O localizador do celular de Naiara ajudou a polícia a chegar ao local do crime horas depois da jovem ter sido dada como desaparecida.

Após um mês de investigações, a Polícia Civil caracterizou o crime como sequestro, estupro e homicídio. Sete meses depois do assassinato, a família da vítima decide-se mudar de Porto Velho em virtude de ameaças sofridas. Na época, o pai de Naiara, Paulo Freitas, afirmou que era perigoso permanecer no estado. "É muito agoniante e muito perigoso para ficarmos aqui [Rondônia]. Então, a gente vai se retirar do estado. Vamos embora para começa uma vida nova. Cheguei com ela [Naiara Karine] e estou indo sem ela", falou.

Um ano após o crime, o motivo do crime ainda não tinha sido desvendado. Até 2014, três suspeitos foram presos e um estava foragido. Dois inquéritos foram finalizados, e um terceiro foi aberto para investigar o envolvimento de uma quinta pessoa ainda não identificada.

Em 2015, os acusados Richardison Bruno Mamede das Chagas, Francisco da Silva Plácido e Wagner Strogulski de Souza, tiveram recurso negado pela 2ª Câmara do Tribunal de Justiça (TJ-RO) e seriam submetidos a júri popular em dezembro, porém, o júri foi adiado para 2016.